quarta-feira, 28 de outubro de 2009

São Judas Tadeu – O milagre aconteceu

Sou uma pessoa que tem fé. Embora a minha fé sofra variações. Houve épocas que ela era maior do que o mundo, outras, menor do que um grão de mostarda, mas como disse Jesus Cristo: “Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível.”

Sempre que tinha qualquer atribulação, lá estava eu pedindo. Às vezes invocava para o santo de minha devoção, às vezes para o santo que alguém comentava que estava fazendo muitos milagres.

Eu tinha o hábito de fazer dívidas. Oopss!!! Deixa eu esclarecer que nunca fiquei devendo a ninguém, apenas gastava mais do que podia e, quando dava por mim, estava numa enrascada. Daí eu rezava, pedia, prometia que não ia mais me endividar e, era atendida. Agradecia, mas não o quanto deveria agradecer por ser sempre atendida

Eu acho que pedi tanto e dei tão pouco que os meus créditos no céu foram se esgotando, até que, se esgotaram por completo. Só percebi após ter um problema sério na coluna que me deixou sem andar. Eu pedia, pedia e não era atendida. Um dia conversando com minha irmã, comentei com ela que meus pedidos não estavam sendo mais atendidos e questionei se ela também pedia tanto quanto eu quando precisava de um milagre. Ela respondeu que não, que nunca pedia nada.

Não pensem que é brincadeira o que eu vou dizer agora, foi verdade. Pedi a ela que me emprestasse os créditos dela no céu para eu pedir para ficar curada da minha coluna. Ela riu e falou que eu podia pegar uns créditos dela para fazer o pedido, mas que ela estava dando os créditos para eu pedir para Nossa Senhora de Aparecida. Eu concordei e pedi. Fui atendida, fiquei curada da coluna. Só que depois deste milagre, eu não consegui mas nenhum, quando surgia algum problema na minha vida, pedia e não era atendida. Até que, voltando ao assunto da dívida, fiquei tão endividada que foi se tornando uma bola de neve, fazia empréstimos para pagar uma divida e empréstimos para pagar empréstimos. Eu rezava, implorava de joelhos chorando e, nada... Lembro-me que eu tinha começado a tricotar as costas de uma blusa e, enquanto tricotava ficava tentando achar uma saída para a situação desesperadora em que me encontrava. Cada ponto das costas daquela blusa guarda a minha angustia e o meu desespero. Como eu deixei que as coisas chegassem aquela proporção? Como eu não aprendi com os erros anteriores?

Já não conseguia dormir e quando cochilava , sonhava com a dívida, levantava fazendo contas. Meu Deus! Como era difícil, angustiante! Só quem passou ou está passando por isso é que sabe.

Rezava, implorava, clamava e nada... Pedia para tudo que era santo do meu conhecimento, santos desconhecidos, aos anjos, vasculhava o céu inteiro a procura de um milagre e, nada... Ia tricotando o meu desespero e a minha desesperança pois, já tinha quase um ano que eu pedia, a dívida já havia quintuplicado e eu não tinha como pagar. Foi aí que lembrei de São Judas Tadeu ao encontrar uma daquelas orações que vem com santinho e que são distribuídas até na rua. Foram três dias de oração, no terceiro dia surgiu um dinheiro de família através da venda de um imóvel que eu tinha direito a uma parte. Fui pega de surpresa quando recebi o dinheiro. O milagre aconteceu! No mesmo dia paguei todas as minhas dívidas. Depois das dívidas pagas comecei a frente da blusa de tricô e terminei. Toda vez que olho para aquela blusa, lembro que ela carrega nas costas todas as minhas angustias e desesperos e na frente o meu alívio, a minha alegria e a certeza de que milagres existem, principalmente quando se tem São Judas Tadeu como intermediário entre nós e Deus.

Se você estiver passando por alguma atribulação, pede para São Judas Tadeu que, com certeza, ele irá te atender mesmo que os seus créditos no céu já estejam esgotados.

Por isso, hoje, dia deste santo milagroso, eu quero que todos saibam o quanto sou grata a São Judas Tadeu. Faço questão de agradecer publicamente.

Obrigado São Judas Tadeu pelo milagre que me concedeste!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MEU CARMA É SOFRER

-Meu carma é sofrer!

Existem pessoas que vivem repetindo essa frase. E por incrível que pareça elas não estão mentindo. A vida delas é cercada de sofrimentos: desamor, doenças, brigas, dívidas, desemprego, etc.

Teriam elas vindo com um carma tão pesado que estariam fadadas a sofrer até o último suspiro?

Para cada ação uma reação.

Por exemplo:

Se você gasta mais do que ganha, não pode reclamar por estar endividado.

Muitas doenças que o corpo apresenta, foram geradas primeiro na mente. O corpo adoeceu porque na mente existe algo maior que não permite que a pessoa seja feliz. E aí, surgem as doenças como uma forma da pessoa se proteger e não precisar resolver o problema maior que lhe aflige. Afinal, quem vai exigir de uma pessoa doente ou debilitada a solução de um problema?

É claro que toda regra tem exceção, mas a maior parte das pessoas que sofrem de:

Problemas na coluna = sua estrutura familiar ou afetiva foi afetada, te apunhalaram pelas costas;

Dor nos joelhos ou no pé = algo está impedindo de você seguir em frente;

Conjuntivite, tersol, problemas com os olhos = está acontecendo algo que você prefere não enxergar;

Dor-de-cabeça, enxaqueca = alguma coisa que você não quer resolver, não quer lembrar ou prefere esquecer;

Problemas no seio = tem ligação com problemas com filhos ou marido;

Estomago = você anda engolindo sapos;

Garganta = você tem algo para falar, mas não tem coragem, prefere calar;

Ombros, pescoço, cervical = está assumindo mais responsabilidades do que pode suportar.

Tente resolver o problema e você verá como a doença desaparece.

Mesmo nos relacionamentos, o sofrimento só existe porque você permite que isto aconteça. Uma vez que, se você não é feliz com a pessoa que está a seu lado, tem o livre-arbítrio de modificar essa situação. A não ser que mesmo sofrendo, exista alguma conveniência maior que faz com que você prefira continuar vivendo dessa forma a dar um basta. Mas, neste caso, você não pode reclamar, você escolheu assim.

Cumpre lembrar que, as palavras têm força. Portanto, viver se lamentando, praguejando, só vai atrair para você aquilo que você está chamando através das suas lamúrias.

Cada um vem com o seu carma para cumprir, mas a maioria das adversidades de nossa vida, se analisarmos com cuidado, concluiremos que fomos nos que provocamos. Assim como na natureza colhemos o que plantamos, na nossa vida, pelo menos noventa por cento dos infortúnios são resultados das nossas ações, não tem nada a ver com o nosso carma.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

MORTE – ATENDENDO AO PEDIDO

PREMONIÇÃO – Capítulo III

Eu e meu irmão sempre fomos grandes companheiros. Antônio era uma pessoa alegre, divertida, tinha muitos amigos, isto antes de se tornar alcoólatra. Sem mais nem menos, um dia apareceu na casa de minha mãe dizendo que estava de férias e que estava precisando dar um tempo da família.

Falo casa da minha mãe porque, nessa época, meu pai já havia falecido e eu já estava casada. Pois bem, desde que ele chegou na casa da minha mãe começou a beber sem parar, minha mãe foi investigar o que estava acontecendo e descobriu que ele havia abandonado o emprego, a mulher e o filho ainda bebê. E, embora tentássemos descobrir de todas as formas o que o levou a tomar essa atitude, até hoje ninguém sabe.

Durante quinze anos a minha mãe sofreu indo buscá-lo nos lugares mais estapafúrdios possíveis e o encontrava completamente embriagado. Diversas vezes recebeu telefonemas, no meio da madrugada, informando que ele havia se acidentado e estava no hospital. Foi internado em Clínicas de Recuperação, fez vários tratamentos, mas nada, nada conseguiu livrá-lo do álcool. Com exceção da minha mãe, eu e meu irmão caçula, o restante da família começou a abandoná-lo, ninguém mais queria a sua presença.

A minha mãe, que já estava com oitenta anos, ao ver o estado lastimável que ele ficava, orava a Deus pedindo que o levasse. Ela temia morrer antes dele e deixá-lo sem amparo, sabia que ninguém iria fazer por ele o que ela fazia.

Uma noite sonhei que estava dando banho em uma criança em um banheiro dentro da minha sala de visitas, a porta deste banheiro estava entreaberta e dele eu podia ver a porta de entrada da sala de visitas. Em pé nesta sala estava o meu irmão Antônio, só que no sonho ele estava sorridente, jovem e bonito. Exatamente como ele era antes de se tornar um alcoólatra. Alguém tocou a campainha e o meu marido foi atender, como eu estava ocupada dando banho na criança, olhei pela abertura da porta para ver quem havia chegado. E, era o meu pai que, ao ver o meu marido, pronunciou esta única frase:

-Vim buscar o Antônio.

O Antônio saiu com o meu pai, o meu marido fechou a porta e o sonho terminou aí.

No dia seguinte ao sonho eu estava falando com minha irmã mais velha no telefone e durante o assunto ela tocou no nome do Antônio. Contei o sonho para ela. Ela me interrogou se no sonho o meu pai não perguntava pela minha mãe. Eu respondi que não. Neste mesmo dia, mais tarde, ligou a minha irmã mais nova que, coincidentemente, também fez um comentário sobre meu irmão e eu contei o sonho.

Três dias após o sonho, a minha irmã mais nova me ligou e falou que tinha uma notícia para me dar:

-Você lembra do teu sonho com o Antônio? – perguntou minha irmã.

-Lembro. – respondi.

-Ele faleceu....foi encontrado esta manhã morto, caído no chão do banheiro. Estou pasma! O teu sonho foi uma premonição.

Comentário:

Quando se perde um ente querido, ficamos tristes. Contudo, existem pessoas que já estão mortas mesmo estando vivas. O meu irmão era uma pessoa assim. Depois que se tornou alcoólatra, a vida para ele não era mais viver e sim, morrer a cada dia.Se por um lado eu estava triste, por outro sentia um conforto no coração ao lembrar que o meu pai veio buscar meu irmão e o pedido da minha mãe foi atendido.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

EU JÁ MORRI MUITAS VEZES

PREMONIÇÃO – Capítulo II

Eu estava no meio de uma neblina tão densa que não conseguia enxergar nada. Ouvi alguém chamar pelo meu nome, o som da voz produzia um eco e, embora eu me esforçar-se para identificar a voz ou ver quem estava me chamando, olhava, procurava, mas não conseguia ver a pessoa. Aquela voz me chamava como se estivesse me procurando no meio da neblina, à medida que o som foi ficando mais perto, comecei a perceber uma silhueta se aproximando, quando chegou a um metro e meio de distância do local onde eu estava parada, reconheci que era o meu cunhado e pronunciei:

-Zé!!! O que você está fazendo aqui?

-Rita eu vou morrer e, eu não queria morrer!

-Zé, morrer é bom! Eu já morri muitas vezes! – o sonho parou aí e eu continuei dormindo-

No sonho, eu sentia uma inveja boa porque ele ia morrer e eu não. É estranho falar “inveja boa”, mas ela existe. Ocorre quando você deseja estar no lugar daquela pessoa, ou ter alguma coisa que aquela pessoa tem, mas não de forma obsessiva ou negativa, você deseja aquilo para você, mas quer que a pessoa tenha também ou continue tendo aquilo que você deseja, isto é “inveja boa”.

Continuando...

Acordei as 6:30 da manhã com o telefone tocando; meu marido atendeu.

Levantei e perguntei quem havia ligado, ele me respondeu que era o José, irmão dele. Ainda meio sonolenta balbuciei que havia sonhado com o Zé.

O que você sonhou? – indagou o meu marido- Nesse momento recordei todo o sonho e, achei melhor não contar para não impressiona-lo, até porque o meu cunhado estava bem e gozava de plena saúde.

Respondi que não lembrava do sonho.

Contei o sonho para a irmã dele e pedi que não comentasse nada pois, era apenas um sonho.

Importante esclarecer que, meu cunhado morava em São Paulo e eu no Rio, nos víamos, no máximo, quatro vezes por ano. Contudo, tínhamos muita afinidade e nutríamos um imenso carinho um pelo outro.

Um mês após o sonho, tive que ir a São Paulo a trabalho e o meu cunhado se ofereceu para me pegar no aeroporto. Já em São Paulo, a caminho da casa do meu cunhado, este começou a reclamar de uma dor muito forte na barriga. Comentei que a dor podia estar ocorrendo porque talvez ele tivesse comido algo muito temperado, ou então comeu alguma coisa que não tinha o habito de comer.

Retornei ao Rio naquele mesmo dia porém, preocupada com o meu cunhado que acabara dormindo após tomar diversos analgésicos para passar a dor.

À noite, após contar o ocorrido para o meu marido, pedi que telefonasse para o irmão para ver se ele havia melhorado. Depois de diversas tentativas sem êxito, ele resolveu ligar para a minha cunhada. Esta o informou que o Zé havia sido internado de urgência e sofrera uma cirurgia. Posteriormente, ficamos sabendo que se tratava de câncer no intestino.

Após o diagnóstico, a rotina do meu cunhado passou a ser melhoras com volta para casa e pioras com retorno para o hospital.

Novamente, tive quer ir a São Paulo a trabalho e, meu marido queria que eu aproveitasse a oportunidade para fazer uma visita ao seu irmão que estava no hospital. Entretanto, como eu soube por parentes que o Zé havia perdido muito peso e estava muito magro, pedi ao meu marido que mantivesse sigilo sobre a minha viagem, uma vez que, não pretendia visitá-lo pois temia chorar quando o visse e deixar transparecer no meu semblante que algo grave estava acontecendo.

Cheguei em São Paulo e fui direto para a empresa onde tinha que realizar o trabalho. Estava em reunião quando a secretária entrou anunciando que meu marido estava no telefone querendo falar comigo. Tal fato, me causou estranheza, eis que, meu marido além de não ter o telefone da empresa, poderia ter ligado para o meu celular. Embora eu tenha descartado a hipótese de atender ao telefone no meio de uma reunião, a dona da empresa insistiu para que eu atendesse pois poderia ser alguma urgência. Ao atender, meu marido me explicou que, só ligara porque o pai dele precisava voltar para o Rio e a mãe e a namorada do Zé precisavam ir para casa descansar. Falou ainda que, à noite ele iria a São Paulo e eu deveria ir para o hospital ficar com o irmão dele até ele chegar.

Apesar de ter tentado esconder a minha ida a São Paulo, não foi possível, o próprio destino se encarregou de mover os pauzinhos e me colocar perto do Zé. Não existia outra alternativa, naquele dia eu tinha que ficar com o Zé no hospital. Fim da reunião, indaguei a dona da empresa, após citar o nome do hospital, onde eu poderia pegar um táxi. Ela me respondeu que não precisava pegar táxi e chegando na janela apontou para um prédio, que ficava a uns cinquenta metros do local em que estávamos, indicando que o hospital era naquele prédio. Coincidência ser tão perto? Não sei...

Minha sogra e a namorada do Zé estavam no quarto quando eu cheguei e aproveitaram a minha presença para irem tomar um café. Ele estava sedado, dormindo e respirava tranqüilamente. Logo que elas saíram, apoiei a minha mão sobre a dele suavemente, fiz uma oração, assim que terminei ele respirou profundamente e faleceu. Isto ocorreu dez minutos após a minha chegada no hospital.

Perguntas que ficaram na minha mente:

Por que, se tínhamos tão pouco contato, ele veio em sonho avisar, justo para mim, que ia morrer?

Por que, embora ele morando em São Paulo e eu no Rio, o destino teceu suas teias para eu estar presente quando ele teve a primeira dor e quando ele faleceu?

Qual o significado de “eu morri muitas vezes” no comentário do sonho?

Seria para me provar que existe reencarnação?

Se existe, qual teria sido a minha relação com o Zé em outras vidas para fazer com que nessa, eu participasse dos momentos mais difíceis da vida dele?

terça-feira, 19 de maio de 2009

PREMONIÇÃO

Premonição pode ocorrer através de sonho, vidência, intuição e pressentimento.
Você alguma vez teve um sonho que se tornou realidade? Pois é, já aconteceu comigo algumas vezes. Assim, resolvi escrever em quatro capítulos as premonições que tive através de sonhos. As mais fortes foram quatro, por isso, escreverei um capítulo de cada vez.

PREMONIÇÃO

Capítulo I

A minha avó por parte de mãe faleceu antes do meu nascimento e a por parte de pai faleceu quando eu tinha pouco mais de um ano de idade, razão pela qual, só as conheci através de fotos. Cresci sem nunca ter sonhado com elas, acho que a falta de contato contribuiu para isso.

Era início do mês de dezembro e, naquele ano, a minha família iria passar o Natal e o Ano Novo em uma casa que tínhamos na Região dos Lagos. Ocorre que, como eu estava de férias, resolvi ir antes com meu irmão mais novo e uma amiga. Já estávamos na casa de praia há duas semanas quando tive o sonho premonitório.

Sonhei que chegava em casa e a minha avó por parte de pai estava lá, eu ficava tão feliz por ter avó que exclamava:

-Que bom eu tenho avó, eu tenho avó!

No sonho, eu a via com perfeição, exatamente como nas fotos. Após essa exclamação, por alguma razão que, mesmo no sonho não aparecia qual era, eu tinha que dar uma saída. Eu me dirigi a minha avó e falei que eu ia sair e voltava logo. No sonho não aparecia aonde eu fui, aparecia eu retornando, chegando em casa e percebendo que a minha avó não estava mais lá. Imediatamente, eu interroguei a pessoa que estava na minha casa se ela sabia onde estava a minha avó, eu não lembro quem era essa pessoa. A pessoa respondia que a minha avó estava no CTI.

Não sei como, sonho tem dessas coisas, de repente eu estava numa sala de um Hospital, da qual ao lado, era o CTI. A metade da parede do CTI era de vidro e, através dela, eu vi a minha avó deitada sendo tratada por uma enfermeira. Havia uma porta na sala do CTI que dava para sala em que eu me encontrava; na frente desta porta estava uma mulher branca, de cabelos negros e longos, o comprimento dos cabelos ultrapassava a cintura, vestia um avental branco daqueles que são utilizados para fazer exames. Esta mulher caminhava de um lado para o outro na frente dessa porta.

A enfermeira que estava medicando a minha avó dentro do CTI, abriu a porta e saiu levando na mão uma bandeja de inox com alguns instrumentos, entre eles, uma seringa. Nesse momento, a mulher de cabelos longos enfiou a mão no bolso do avental, retirou uma tesoura, sem a ajuda da outra mão, cortou os cabelos numa única tesourada e, os cabelos voaram para dentro do CTI onde estava a minha avó. A enfermeira ao perceber o que havia ocorrido, voltou correndo para dentro do CTI ao mesmo tempo em que exclamava:

-Contaminou! Contaminou!

Ao adentrar no CTI, pegou a seringa que estava na bandeja e começou a aplicar uma injeção na minha avó que, como num desenho animado, foi sendo sugada pela seringa até desaparecer totalmente. A enfermeira então, colocou a seringa na bandeja e saiu tranqüilamente pela porta como se nada tivesse acontecido.

Nesse momento do sonho, dei um pulo na cama e acordei gritando papai. Minha amiga que dormia na cama ao lado acordou assustada com o meu grito. Contei o sonho para ela e o meu temor de que algo pudesse estar acontecendo com o meu pai. No dia seguinte, apesar da insistência da minha amiga para que ficássemos, resolvi voltar para casa.

Assim que cheguei em casa encontrei meu pai reclamando de uma dor no ombro. Não seria motivo para eu me angustiar, pois ele sofria de bursite e, volta e meia, tomava analgésicos para aliviar a dor. Entretanto, à noite, a dor se agravou e ele resolveu ir ao médico naquela mesma noite.

Ao chegar no médico foi questionado quando havia feito o último exame de sangue e se era diabético, eis que, iriam aplicar-lhe, para passar a dor, uma injeção cujo um dos componentes era a glicose. Meu pai respondeu que devia ter mais ou menos um ano que havia feito o último exame e que não era diabético. Diante destas respostas, a injeção foi aplicada.

Logo após a aplicação da injeção, meu pai começou a passar mal, foi internado, entrou em coma, foi para o CTI e faleceu alguns dias depois. Foi constatado, através de exames feitos no Hospital, que ele era diabético. Posteriormente, pudemos constatar que o último exame de sangue que meu pai havia feito já tinha quase dois anos e não um ano como ele acreditava ter.

Fiquei me culpando durante longo tempo por não ter percebido que, o sonho era um aviso para que meu pai não tomasse injeção com glicose sem fazer exame de sangue. Só percebi a mensagem do sonho, qual seja, a minha avó ter desaparecido numa seringa, depois que meu pai faleceu vítima daquela injeção.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Me dá uma mãozinha Tereza Bolico?

Você já precisou da ajuda de alguém?

Amigos virtuais. Vamos fazendo aos poucos, uma troca de mensagem, a leitura de uma notícia e, de repente, vamos nos identificando com pessoas que pensam como a gente ou, às vezes, até pensam diferente. Que bom que pensam igual, assim podemos comentar uma idéia, pedir opinião, dar boas risadas, contar um problema que nos aflige. Que bom que pensam diferente, assim nos contradiz, polemizamos, aprendemos, ensinamos, criticamos, somos criticados.

Bom mas...deixando os treleres de lado. Sabe quando você precisa de ajuda para fazer algo que você não sabe nem por onde começar e, aí surge aquela pessoa pra te dar uma mãozinha. Ela nunca te viu, mas está ali pronta pra te ajudar. Tem gente que sabe mas não quer ensinar que é para continuar sendo superior. Tem gente que sabe e ensina. E, tem gente que sabe, ensina, te ajuda a fazer, volta...pergunta se deu certo.

Aconteceu comigo. Eu queria fazer um selo para o meu blog mas não sabia por onde começar e aí surge: ‘Teresa Bolico”. Parece que adivinhou que eu queria, se ofereceu, fez e, ainda me ensinou como colocar no meu blog. Como eu falei no início, às vezes, precisamos de uma mãozinha. Ela não me deu uma mãozinha, ela me deu o braço, a cabeça, a inteligência. Ela me deu a amizade, me deu o coração.

Olha! Quando vocês precisarem de uma amiga virtual de verdade, bate na porta dela. Ela vai te receber na sala virtual dela, te dar a mão, o braço e o coração, com certeza!

Obrigada Tereza Bolico por você ser do jeito que você é.

BLOGS DA Tereza Bolico

http://retalhosremendos.blogspot.com

http://domelhorjeito.blogspot.com

http://tereza-meuplaneta.blogspot.com

quinta-feira, 16 de abril de 2009

DISCO VOADOR, UMA VISÃO REAL


Esse fato que vou contar é verídico, ocorreu com o meu cunhado José.

Na época ele me falou o nome da cidade, mas eu esqueci, não sei se foi no interior de São Paulo ou de Minas Gerais, uma vez que, ocorreu há alguns anos atrás e não tenho como esclarecer, pois meu cunhado já faleceu, mas com certeza foi em um destes dois Estados.

Importante ressaltar que, José era matemático, professor, já escreveu diversos livros sobre matemática e talvez até por ser matemático, era completamente cético.

Certo dia, José e um amigo, também matemático, ao qual darei o nome fictício de Fernando para não revelar a verdadeira identidade, foram convidados para dar uma palestra sobre matemática numa cidade do interior.

Era uma noite de verão e o calor estava insuportável. Já estavam próximos à cidade onde iriam dar a palestra, quando passaram por uma lagoa de águas cristalinas; como estavam atrasados e não daria tempo de passar no Hotel para tomar banho, José então fez uma proposta a Fernando, qual seja, tomarem banho na lagoa, pois assim não perderiam muito tempo e não chegariam suados na palestra.

Fernando concordou com a proposta, os dois estacionaram o carro e mergulharam na lagoa. De repente, uma luz veloz e brilhante cortou o céu para em seguida planar exatamente em cima da lagoa, a uns vinte metros de altura de onde os dois tomavam banho.

Boquiabertos, puderam constatar tratar-se de um disco voador.

Segundo ele, o objeto era redondo, brilhante e tinha uns quatro metros de diâmetro. O disco voador ficou parado em cima da lagoa por uns dois minutos, enquanto os dois amigos, estáticos e incrédulos observavam a nave. Após os dois minutos, a nave em uma fração de segundos, deslocou-se em direção a cidade. Jose e Fernando, após refazerem-se do susto, combinaram de não comentar sobre o ocorrido com ninguém, nem na cidade e nem na palestra, eis que, tal fato poderia causar uma imagem negativa e de descrédito para os palestrantes.

Quando estavam chegando na cidade, resolveram parar em uma lanchonete para beber um refrigerante, pois além do calor que fazia, o susto os deixara com a boca seca. Qual não foi a surpresa dos dois amigos ao entrarem na lanchonete e serem questionados se, por acaso, teriam visto um disco voador passar pelo céu da cidade naquela noite.

Era o comentário da noite naquela pequena cidade, todos tinham visto o disco voador passar.

Apesar do interesse do meu cunhado sempre ter sido matemática e não ufologia, a verdade é que, depois desse fato, José passou a ter a certeza da existência de óvnis e eu, que já tinha interesse no assunto, após ouvir o fato contado por uma pessoa ilibada e de minha inteira confiança, hoje não tenho a menor dúvida sobre a existência de discos voadores.

Às vezes me pergunto se, o interesse daquele objeto nos dois palestrantes, não seria exatamente pelo fato de os dois serem excelentes matemáticos.

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