terça-feira, 19 de maio de 2009

PREMONIÇÃO

Premonição pode ocorrer através de sonho, vidência, intuição e pressentimento.
Você alguma vez teve um sonho que se tornou realidade? Pois é, já aconteceu comigo algumas vezes. Assim, resolvi escrever em quatro capítulos as premonições que tive através de sonhos. As mais fortes foram quatro, por isso, escreverei um capítulo de cada vez.

PREMONIÇÃO

Capítulo I

A minha avó por parte de mãe faleceu antes do meu nascimento e a por parte de pai faleceu quando eu tinha pouco mais de um ano de idade, razão pela qual, só as conheci através de fotos. Cresci sem nunca ter sonhado com elas, acho que a falta de contato contribuiu para isso.

Era início do mês de dezembro e, naquele ano, a minha família iria passar o Natal e o Ano Novo em uma casa que tínhamos na Região dos Lagos. Ocorre que, como eu estava de férias, resolvi ir antes com meu irmão mais novo e uma amiga. Já estávamos na casa de praia há duas semanas quando tive o sonho premonitório.

Sonhei que chegava em casa e a minha avó por parte de pai estava lá, eu ficava tão feliz por ter avó que exclamava:

-Que bom eu tenho avó, eu tenho avó!

No sonho, eu a via com perfeição, exatamente como nas fotos. Após essa exclamação, por alguma razão que, mesmo no sonho não aparecia qual era, eu tinha que dar uma saída. Eu me dirigi a minha avó e falei que eu ia sair e voltava logo. No sonho não aparecia aonde eu fui, aparecia eu retornando, chegando em casa e percebendo que a minha avó não estava mais lá. Imediatamente, eu interroguei a pessoa que estava na minha casa se ela sabia onde estava a minha avó, eu não lembro quem era essa pessoa. A pessoa respondia que a minha avó estava no CTI.

Não sei como, sonho tem dessas coisas, de repente eu estava numa sala de um Hospital, da qual ao lado, era o CTI. A metade da parede do CTI era de vidro e, através dela, eu vi a minha avó deitada sendo tratada por uma enfermeira. Havia uma porta na sala do CTI que dava para sala em que eu me encontrava; na frente desta porta estava uma mulher branca, de cabelos negros e longos, o comprimento dos cabelos ultrapassava a cintura, vestia um avental branco daqueles que são utilizados para fazer exames. Esta mulher caminhava de um lado para o outro na frente dessa porta.

A enfermeira que estava medicando a minha avó dentro do CTI, abriu a porta e saiu levando na mão uma bandeja de inox com alguns instrumentos, entre eles, uma seringa. Nesse momento, a mulher de cabelos longos enfiou a mão no bolso do avental, retirou uma tesoura, sem a ajuda da outra mão, cortou os cabelos numa única tesourada e, os cabelos voaram para dentro do CTI onde estava a minha avó. A enfermeira ao perceber o que havia ocorrido, voltou correndo para dentro do CTI ao mesmo tempo em que exclamava:

-Contaminou! Contaminou!

Ao adentrar no CTI, pegou a seringa que estava na bandeja e começou a aplicar uma injeção na minha avó que, como num desenho animado, foi sendo sugada pela seringa até desaparecer totalmente. A enfermeira então, colocou a seringa na bandeja e saiu tranqüilamente pela porta como se nada tivesse acontecido.

Nesse momento do sonho, dei um pulo na cama e acordei gritando papai. Minha amiga que dormia na cama ao lado acordou assustada com o meu grito. Contei o sonho para ela e o meu temor de que algo pudesse estar acontecendo com o meu pai. No dia seguinte, apesar da insistência da minha amiga para que ficássemos, resolvi voltar para casa.

Assim que cheguei em casa encontrei meu pai reclamando de uma dor no ombro. Não seria motivo para eu me angustiar, pois ele sofria de bursite e, volta e meia, tomava analgésicos para aliviar a dor. Entretanto, à noite, a dor se agravou e ele resolveu ir ao médico naquela mesma noite.

Ao chegar no médico foi questionado quando havia feito o último exame de sangue e se era diabético, eis que, iriam aplicar-lhe, para passar a dor, uma injeção cujo um dos componentes era a glicose. Meu pai respondeu que devia ter mais ou menos um ano que havia feito o último exame e que não era diabético. Diante destas respostas, a injeção foi aplicada.

Logo após a aplicação da injeção, meu pai começou a passar mal, foi internado, entrou em coma, foi para o CTI e faleceu alguns dias depois. Foi constatado, através de exames feitos no Hospital, que ele era diabético. Posteriormente, pudemos constatar que o último exame de sangue que meu pai havia feito já tinha quase dois anos e não um ano como ele acreditava ter.

Fiquei me culpando durante longo tempo por não ter percebido que, o sonho era um aviso para que meu pai não tomasse injeção com glicose sem fazer exame de sangue. Só percebi a mensagem do sonho, qual seja, a minha avó ter desaparecido numa seringa, depois que meu pai faleceu vítima daquela injeção.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Me dá uma mãozinha Tereza Bolico?

Você já precisou da ajuda de alguém?

Amigos virtuais. Vamos fazendo aos poucos, uma troca de mensagem, a leitura de uma notícia e, de repente, vamos nos identificando com pessoas que pensam como a gente ou, às vezes, até pensam diferente. Que bom que pensam igual, assim podemos comentar uma idéia, pedir opinião, dar boas risadas, contar um problema que nos aflige. Que bom que pensam diferente, assim nos contradiz, polemizamos, aprendemos, ensinamos, criticamos, somos criticados.

Bom mas...deixando os treleres de lado. Sabe quando você precisa de ajuda para fazer algo que você não sabe nem por onde começar e, aí surge aquela pessoa pra te dar uma mãozinha. Ela nunca te viu, mas está ali pronta pra te ajudar. Tem gente que sabe mas não quer ensinar que é para continuar sendo superior. Tem gente que sabe e ensina. E, tem gente que sabe, ensina, te ajuda a fazer, volta...pergunta se deu certo.

Aconteceu comigo. Eu queria fazer um selo para o meu blog mas não sabia por onde começar e aí surge: ‘Teresa Bolico”. Parece que adivinhou que eu queria, se ofereceu, fez e, ainda me ensinou como colocar no meu blog. Como eu falei no início, às vezes, precisamos de uma mãozinha. Ela não me deu uma mãozinha, ela me deu o braço, a cabeça, a inteligência. Ela me deu a amizade, me deu o coração.

Olha! Quando vocês precisarem de uma amiga virtual de verdade, bate na porta dela. Ela vai te receber na sala virtual dela, te dar a mão, o braço e o coração, com certeza!

Obrigada Tereza Bolico por você ser do jeito que você é.

BLOGS DA Tereza Bolico

http://retalhosremendos.blogspot.com

http://domelhorjeito.blogspot.com

http://tereza-meuplaneta.blogspot.com

quinta-feira, 16 de abril de 2009

DISCO VOADOR, UMA VISÃO REAL


Esse fato que vou contar é verídico, ocorreu com o meu cunhado José.

Na época ele me falou o nome da cidade, mas eu esqueci, não sei se foi no interior de São Paulo ou de Minas Gerais, uma vez que, ocorreu há alguns anos atrás e não tenho como esclarecer, pois meu cunhado já faleceu, mas com certeza foi em um destes dois Estados.

Importante ressaltar que, José era matemático, professor, já escreveu diversos livros sobre matemática e talvez até por ser matemático, era completamente cético.

Certo dia, José e um amigo, também matemático, ao qual darei o nome fictício de Fernando para não revelar a verdadeira identidade, foram convidados para dar uma palestra sobre matemática numa cidade do interior.

Era uma noite de verão e o calor estava insuportável. Já estavam próximos à cidade onde iriam dar a palestra, quando passaram por uma lagoa de águas cristalinas; como estavam atrasados e não daria tempo de passar no Hotel para tomar banho, José então fez uma proposta a Fernando, qual seja, tomarem banho na lagoa, pois assim não perderiam muito tempo e não chegariam suados na palestra.

Fernando concordou com a proposta, os dois estacionaram o carro e mergulharam na lagoa. De repente, uma luz veloz e brilhante cortou o céu para em seguida planar exatamente em cima da lagoa, a uns vinte metros de altura de onde os dois tomavam banho.

Boquiabertos, puderam constatar tratar-se de um disco voador.

Segundo ele, o objeto era redondo, brilhante e tinha uns quatro metros de diâmetro. O disco voador ficou parado em cima da lagoa por uns dois minutos, enquanto os dois amigos, estáticos e incrédulos observavam a nave. Após os dois minutos, a nave em uma fração de segundos, deslocou-se em direção a cidade. Jose e Fernando, após refazerem-se do susto, combinaram de não comentar sobre o ocorrido com ninguém, nem na cidade e nem na palestra, eis que, tal fato poderia causar uma imagem negativa e de descrédito para os palestrantes.

Quando estavam chegando na cidade, resolveram parar em uma lanchonete para beber um refrigerante, pois além do calor que fazia, o susto os deixara com a boca seca. Qual não foi a surpresa dos dois amigos ao entrarem na lanchonete e serem questionados se, por acaso, teriam visto um disco voador passar pelo céu da cidade naquela noite.

Era o comentário da noite naquela pequena cidade, todos tinham visto o disco voador passar.

Apesar do interesse do meu cunhado sempre ter sido matemática e não ufologia, a verdade é que, depois desse fato, José passou a ter a certeza da existência de óvnis e eu, que já tinha interesse no assunto, após ouvir o fato contado por uma pessoa ilibada e de minha inteira confiança, hoje não tenho a menor dúvida sobre a existência de discos voadores.

Às vezes me pergunto se, o interesse daquele objeto nos dois palestrantes, não seria exatamente pelo fato de os dois serem excelentes matemáticos.

domingo, 5 de abril de 2009

A RESPOSTA DE JESUS

Esse fato que ocorreu comigo e que agora vou contar, eu dedico a minha amiga Sonia e a todas as pessoas que estão esperando uma RESPOSTA DE JESUS.

Primeiro quero deixar claro que nasci católica e que por volta de dezoito, vinte anos parei de freqüentar qualquer tipo de religião e passei a ser uma pesquisadora da espiritualidade. Quando o fato que vou contar ocorreu, eu já não freqüentava nenhuma religião.

Pois bem, na época, ao lado da casa que eu fui morar, residia uma família de evangélicos e, logo na primeira semana que me mudei vieram me dar às boas vindas e me convidaram para um culto naquela noite. Devo confessar que fingi que esqueci só para não ir. Contudo, não consegui escapar, eis que, às oito horas da noite foram me buscar na minha casa. Fiquei encantada com a filha da anfitriã, eis que cantando, tinha uma voz celestial e tocava piano divinamente. Assisti ao culto, agradeci o convite, expliquei que não freqüentava nenhuma religião e que, no momento, preferia continuar não freqüentando.

Antes mesmo de me mudar para nova casa, estava passando por um problema difícil, rezava, rezava e não encontrava resposta. O problema assumiu uma proporção maior, como eu não queria tomar uma atitude drástica, da qual pudesse vir a me arrepender mais tarde, preferi passar o final de semana fora para refletir e só então tomar uma decisão. Peguei o carro e fui viajar sem avisar para ninguém que tinha ido. Diante de tamanho silêncio e da inércia do Senhor as minhas súplicas, me revoltei. Daí, em pensamento, ao mesmo tempo em que dirigia, discutia com Jesus:

-Você não me deu resposta, vive dizendo que ajuda a carregar a nossa cruz, mas está deixando eu carregar a minha sozinha. Onde você está se na hora que eu mais preciso você me abandona.....

E fui desfilando o meu rosário de lágrimas até chegar no meu destino.

Assim que cheguei, meu celular tocou e, embora o número que aparecia fosse totalmente estranho, resolvi atender:

-Alô!

-Rita?

-É ela.

-Rita, quem está falando aqui é Emy, a filha da sua vizinha. Você me desculpa mas, eu tomei a liberdade de pegar o seu telefone na administração do Condomínio, porque eu toquei a campainha da sua casa ninguém atendeu e eu precisava falar com você urgentemente. Você está ocupada?

-Não Emy, pode falar.

-Rita, eu estava indo para o meu quarto quando Jesus pediu que eu cantasse e tocasse uma música para você. Eu posso?

-Claro Emy.

Ela começou a cantar com sua voz celestial, ao som do piano, pelo telefone, uma música que na letra Jesus dizia:

-Eu não te abandonei... eu estou te ajudando a carregar a sua cruz...

No meio da música ela parou e me perguntou se estava tudo bem, porque eu chorava tanto, que ela ficou assustada. Eu pedi que ela continuasse. Quando a música terminou eu agradeci, elogiei a voz dela e, em seguida, pedi perdão a Jesus por eu ter duvidado.

Cumpre esclarecer que, isso ocorreu na segunda semana que eu estava morando na nova casa, ela não sabia que eu estava passando por aquele problema e muito menos, teria o poder de adivinhar a conversa que eu tinha tido com Jesus na estrada.

O problema foi resolvido.

Eu não virei evangélica e, continuo pesquisando a espiritualidade.

Somos imediatistas, basta que alguma coisa não saia do jeito que a gente espera ou que demore um pouco mais para os alicerces da nossa fé sofrerem solavancos ameaçando derrubar a casa. Se conseguimos um milagre através da oração dizemos: “Obrigado Senhor”. Entretanto, se oramos e não obtemos resposta, achamos que o Senhor nos abandonou. Esquecemos que a vida não é um passe de mágica onde basta tocar com a varinha de condão para que o nosso desejo seja atendido.

Estamos aqui para aprender, temos uma missão, Jesus Cristo disse: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Não podemos nos revoltar com as dificuldades profetizadas para nossos dias. O evangelho de Jesus Cristo nos dá força para enfrentar com bom ânimo o que virá pela frente.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

VER ESPÍRITOS, REENCARNAÇÃO, você acredita?

A história que vou contar agora, é verídica.

Meus avós, da parte de meu pai, moravam em uma fazenda, tinham quatro filhos, quais sejam, o meu pai, que era o caçula, minha tia Léo, tia Amélia e o meu tio Acácio, a diferença de idade de um para outro era de um ano.

Naquela época, quando meu pai era ainda criança, as bonecas eram feitas de pano.

Uma noite, quando o meu pai tinha oito anos de idade, estavam sentados em círculo no chão da sala de estar: o meu pai, suas duas irmãs, o irmão e a ama que cuidava deles. Enquanto a ama fazia as bonecas de pano, os quatro observavam com atenção cada movimento da agulha, a colocação dos cabelos das bonecas, do vestido, etc.

Pois bem, como já era muito tarde, a minha avó, por diversas vezes, os havia chamado para dormir. Contudo, interessados naquela atividade, ninguém lhe deu ouvidos. Num determinado momento, a ama percebeu que a minha tia Léo estava com os olhos arregalados e vidrados olhando na direção da cozinha. Chamou por ela, mas parecia que ela não ouvia, estava estática. Como a ama estava sentada de costas para a cozinha, virou-se para ver o que a minha tia Léo estava vendo para deixa-la naquele estado. Ocorre que, quando ela virou-se para olhar, acabou despertando a atenção das outras três crianças que, ao ver a irmã parada de olhos arregalados, viraram-se para olhar também.

Qual não foi a surpresa de todos, ao depararem com o espírito de um cozinheiro vestido a caráter, ou seja, de avental e chapéu de cozinheiro, com um bule grande de café na mão dançando na cozinha. Aquela cena durou alguns minutos, quando terminou e o espírito do cozinheiro desapareceu, os cinco levantaram-se e saíram correndo para o quarto da minha avó.

Com exceção da ama, que não cheguei a conhecer, e da minha tia Amélia, que faleceu quando eu era muito pequena, essa história eu ouvi durante toda minha vida, contada por cada irmão separadamente. E, todos contavam a mesma história sem mudar uma vírgula.

Em razão deste fato, da história ter ocorrido com pessoas idôneas que nunca mentiriam para mim, toda vez que eu tenho alguma dúvida sobre a existência de vida após a morte, reencarnação e da possibilidade de se ver e falar com espíritos, lembro-me dessa história e todas as minhas dúvidas desaparecem.

REENCARNAÇÃO - NAZARENO FEITOSA

domingo, 29 de março de 2009

ENERGIA NEGATIVA, PROTEJA-SE

Acabou de se desentender com Norma, entrou no quarto junto com sua amiga Giovana, quando ligou o interruptor para acender a luz, ocorreu um clarão seguido de um forte estalo e a lâmpada queimou. Não era a primeira vez que isso ocorria, sempre que Natália estava irritada ou muito aborrecida e ia acender a luz, queimava a lâmpada.

Já fazia algum tempo que nada dava certo na vida de Natália. A lojinha de bijuterias que sempre vendeu bem, ultimamente mal dava para pagar as despesas da própria loja. Tinha resolvido que ia vender a loja para entrar em outro negócio certo e promissor, mas não podia, eis que, a sócia estava com problemas judiciais devido a uma separação.

A construtora que estava construindo a casa que ia morar e a qual já havia pagado a maior parte do valor da obra, tinha entrado em processo de falência. E, embora houvesse a promessa de que iriam terminar a obra, não existia prazo para entrega.

O seu casamento ia de mal a pior. Enfim, se Natália fosse enumerar as situações desagradáveis que estavam ocorrendo em sua vida, daria para escrever um livro.

Na realidade, Natália se sentia com pés e mãos atados, pois para cada decisão que tinha que tomar para melhorar a sua vida, existia uma pendência que dependia de uma outra pessoa ou coisa e, a qual ela não podia interferir nem tinha como modificar.

-Amiga, você já pensou na possibilidade de estar recebendo ou até mesmo produzindo energias negativas? – comentou Giovana após ouvir a história da amiga Natália-

-Me poupe Giovana! Não acredito nessas coisas, acho que o que está ocorrendo comigo é uma fase que, mais dia menos dia, vai passar.

-Então me responda amiga, você esta passando por essa “fase” há quanto tempo? – interrogou Giovana-

-Deve ter uns...quatro ou cinco anos. – respondeu Natália-

Ao mesmo tempo em que respondeu a amiga, começou a pensar que, no meio de tanta atribulação, nem percebera que aquela “fase” estava durando tempo demais, tinha fugido a normalidade. Apesar do ceticismo, Natália resolveu ouvir o que a amiga tinha para lhe falar.

Giovana então prosseguiu:

-A energia circula no universo, exemplo disso é o raio e o trovão. As pessoas costumam não acreditar de que somos capazes de absorver tanto energia positiva quanto negativa, porque temos a tendência em acreditar somente naquilo que podemos ver ou tocar. Entretanto, vou te provar que nosso corpo é condutor de energia. Se você colocar a mão num fio elétrico sem sandálias de borracha, vai levar um choque. Se no momento que você estiver levando o choque, você tocar em uma outra pessoa, a pessoa que você tocar, vai levar um choque também. Logo, o nosso corpo recebe e transmite energia.

O ser humano pode produzir ou transmitir energia positiva quando deseja o bem de alguém, sente amor, perdoa, ou seja, todos os sentimentos bons transmitem energia positiva. Em contrapartida, todos os sentimentos ruins transmitirão energia negativa.


Ao acender a luz você queima a lâmpada quando você está irritada ou angustiada, porque a energia que faz a lâmpada acender é a negativa, só que somada a energia negativa que você transmite com o dedo indicador naquele instante que toca no interruptor, torna a carga de energia negativa superior a normal que é necessária para acender a lâmpada, e isso é que faz a lâmpada queimar.

É óbvio que qualquer lâmpada pode queimar quando acendemos, mas não produz o estalo e o clarão que é produzido quando estamos carregados com energia negativa.

Muitas vezes, as coisas não fluem e colocamos a culpa em alguém, pode ser que esse alguém esteja transmitindo energias negativas para você e, se você estiver na mesma sintonia dessa pessoa vai receber a energia negativa que ela está te enviando. Entretanto, se a pessoa envia energia negativa, mas você está com sua energia positiva, você não vai absorver a negativa, eis que, são energias contrárias e uma repele a outra.


Contudo, pode ser que ninguém esteja transmitindo a energia negativa que você acredita está recebendo. Há casos em que, os seus pensamentos estão negativos, quanto mais pensamentos negativos do tipo: raiva, inveja, medo, ódio, etc., mais energia negativa você produz, essa energia fica circulando a tua volta, vai tornar o seu campo energético negativo e quem vai sofrer as conseqüências é você mesma.

Na sua vida as coisas podem não estar dando certo, ou porque você está produzindo energia negativa, ou porque está recebendo por estar na mesma sintonia, ou ainda porque você, embora não esteja na mesma sintonia, não está fazendo nada para se proteger, ou seja, no sentido figurado, “não está usando sandálias de borracha”.

-Em parte, você me convenceu mas, o que eu posso fazer para evitar a energia negativa que eu posso transmitir e a que eu posso absorver? – interrogou Natália –

-Bom, primeiro é estar sempre com pensamentos e sentimentos positivos. Orar o salmo 22(o bom Pastor) ou o 90(sob as asas divinas) todos os dias. Outros meios de proteção e limpeza de energia são: o incenso; ou, em um copo com água misture uma pitada de sal, una o polegar, o dedo indicador e o médio da mão esquerda e coloque a ponta deles unidos sobre a água. Em seguida com FÉ, diga: “em nome do poder do Pai, do amor do Filho e da sabedoria do Espírito Santo, eu te abençôo”. Esta água pode ser bebida ou usada para benzer.

-Ora Giovana, na oração eu acredito, agora incenso e água com sal, me poupe! - exclamou Natália –

-Natália, você acredita no batismo que é feito com água e sal, acredita no incenso que o sacristão fica balançando enquanto o padre reza a missa e em procissões. Se a Igreja usa a água, o sal e o incenso para benzer e limpar o ambiente, demonstra que são meios de afastar o mal e as energias negativas. Se esse ritual é repetido de geração para geração é porque tem fundamento.

Os rituais que eu conheço e que produzem resultados, são esses que te ensinei. Agora, cada um escolha aquele ritual que achar melhor para se proteger da energia negativa, ou melhor, na dúvida, cada um que use a sua “sandália de borracha” para evitar o choque.

sexta-feira, 20 de março de 2009

INVEJA, LIVRE-ME DESTE MAL

Esperou que Júlia saísse do quarto, enfiou a mão na bolsa, pegou o batom vermelho, passou levemente no peito do vestido, não obteve o resultado que pretendia, esfregou mais um pouco, retirou o lenço de papel da bolsa e apertou para retirar o excesso.

-Pronto, agora sim, ficou do jeito que eu queria.

Escutou o barulho da porta, sentou e começou a folhear uma revista que estava sobre a cama.

Júlia entrou no quarto, vestiu-se e só então percebeu a mancha de batom.

-O que é isso? Como eu não vi essa mancha?

-Deve ter sido quando você experimentou o vestido na loja. - comentou Denise.

Júlia abriu o guarda-roupa e começou a procurar outro vestido. Pegou um vestido de seda vermelho, vestiu-se rapidamente, enquanto era observada pela amiga que não tirava os olhos de Júlia.

Antes tivesse deixado ela ir com o vestido branco, pelo menos não chamaria tanto a atenção quanto o vermelho. -pensou Denise.

Denise era inteligente e mais bonita do que Júlia, por isso não aceitava a idéia de Júlia namorar o rapaz mais bonito da faculdade, nem tão pouco, o fato de ocupar o cargo o qual Denise almejara o tempo todo.

Não era a primeira vez que Denise tentava prejudicar Júlia. Tinha tanta inveja da amiga que tentou prejudica-la por diversas vezes. Fez de tudo para impedir a promoção de Júlia no trabalho, passou um trote para o namorado de Júlia inventando mentiras escabrosas. Contudo, parecia que Júlia era protegida por alguma força que vinha dela ou de alguma divindade, eis que, todas as tentativas haviam sido frustradas. E, a cada frustração, mais revolta e novo plano era maquinado por Denise na tentativa de ver a derrota da amiga.

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A inveja se caracteriza pela infelicidade que atinge determinadas pessoas ao presenciarem a felicidade de outros, somada a necessidade de obter para si aquilo que o outro conseguiu.

Existe o invejoso capaz e o incapaz.

O invejoso capaz é aquele que tem competência, pode e costuma adquirir tudo o que o outro tem e que tornou-se produto da inveja. Ainda que não necessite e nem goste do produto da inveja, ele não se satisfaz enquanto não consegue obter aquilo que ele desejou.

O invejoso incapaz é aquele que por falta de capacidade material ou intelectual, não consegue obter aquilo que deseja e o outro tem.

Não podemos considerar invejoso ou invejosa aquela pessoa que gostou e até adquiriu um objeto igual ao que a outra tem; é normal, o que não é normal é se interessar por tudo ou quase tudo que os outros têm.

A Inveja denominada olho gordo, seria aquela que, o simples fato da pessoa ter inveja ou colocar os olhos sobre algo que pertence ao outro, ainda que ela não movesse uma palha, produziria uma carga de energia negativa capaz de destruir aquilo que tornou-se objeto de desejo da pessoa invejosa. Há quem acredite que deixou de obter determinados bens, uma oportunidade, um amor e etc. porque um invejoso colocou “olho gordo” na sua vida.

Conclusão, seja a inveja do capaz do incapaz ou proveniente de “olho gordo”, ela sempre prejudica. O melhor é ficar atento para não sermos vítimas de pessoas invejosas.

Evite pessoas que estão sempre insatisfeitas com o progresso ou sucesso dos outros, ou aquelas que estão sempre querendo para si coisas exatamente iguais as que os outros possuem.

Quanto a inveja do “olho gordo” ou “seca pimenteira”, se ela existe ou não, não podemos afirmar. Na dúvida, melhor é a prevenção. Faça uma oração, mantenha sua mente sempre positiva e procure não comentar os seus planos e sucessos com ninguém.
Se você for daquelas pessoas que têm uma necessidade extrema de dividir suas conquistas e alegrias com alguém, escolha pessoas de sua inteira confiança.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia

Hoje ao despertar, estava me arrumando para trabalhar, quando fui pentear meus cabelos na frente do espelho, de repente, meus olhos encontraram os meus olhos do espelho, nesse momento, sem explicação, a minha mente começou a recitar a parte final de uma poesia que eu fiz quando tinha uns dezoito ou vinte anos. À medida que a poesia ia sendo recitada, pude perceber que parecia uma mensagem para mim. O mais impressionante é que eu já nem lembrava mais dessa poesia, razão pela qual, fiquei questionando como o meu cérebro conseguiu buscar aquela parte da poesia e recitá-la com tamanha precisão.

No caminho para o trabalho fiquei tentando lembrar toda a poesia, mas não conseguia. Quando cheguei no trabalho, continuou o meu esforço para lembrar toda poesia. Aos poucos, começaram a surgir flashes das outras partes da poesia. Acredito que recordei toda poesia, ou pelo menos noventa e nove por cento.

Resolvi comentar com um amigo o ocorrido, no instante que fazia o comentário, lembrei-me de uma poesia de meu irmão, que já partiu, o que fez os meus olhos encherem-se de lágrimas. Como, na época, eu tinha gostado muito da poesia, ele resolveu me dar. Cheguei em casa e fui procurar a poesia sem saber se iria encontrá-la, eis que, ele escreveu a mais de vinte anos; para minha surpresa a poesia estava guardada em uma caixinha.

Talvez, existam pessoas que enxergarão esses fatos como mera coincidência. Eu acho que não. Na minha visão, o meu irmão recitou na minha mente aquela parte da poesia feita por mim para chamar a minha atenção para certos fatos que estão ocorrendo no momento. E, embora a poesia dele não transmita nenhuma mensagem para mim, quis que eu lembrasse da poesia que ele me deu há vinte anos atrás, apenas para que eu soubesse que era ele que havia recitado a minha.

Assim, como eu acho que nada é por acaso, resolvi postar aqui as duas poesias, à parte que foi recitada na minha mente estará em negrito.

Minha poesia:

Presa na corrente aberta...

Com a chave da porta na mão...

Não abro para não ver a vida...

Caminho longo, estrada nebulosa, onde está o fim?

Não estou só, mais a solidão é minha companheira...

Quem sou?

Sou quem está ao meu lado...

Que por cega, enxergando...

Que por paralisada, andando...

Trocou a liberdade pelo comodismo...

Trancou a vida por detrás da porta...

Está viva se sentido morta...

A poesia do meu irmão foi feita durante uma caminhada, não planejada, que ele fez junto com dois amigos, do início da praia da Barra da Tijuca até o final da praia do Recreio dos Bandeirantes.

In memoriam de Antônio Carlos

LOUCA CAMINHADA

Partindo da incerteza, de um sorriso, de um acordo, de águas de um monte pedregoso esverdeado.

Longe, muito longe, quase perdidas, confundiam-se com o azul do céu, imagens arquitetônicas.

O sol brilha no centro do infinito, constante, sorridente, imperdoável...mas não desafia caminhantes vigorosos, bronzeados, quase nus, que partiram de um princípio para no objetivo chegar.

Sem interesse, sem disputas, foram três caminhantes, dentro de um combinado, areias distantes pisar.

Ó Louca caminhada entre a areia e o mar, e de quando em quando, subiam águas salgadas, espumantes e geladas, e pés andarilhos banhavam.

Ó louca caminhada de árvores verdes e paradas, e na areia, morenas, loiras, negras e mulatas, que ao sol se entregavam, e com desinteresse para trás ficavam.

Ó louca caminhada, que por pescadores passava.

E aquilo que se queria, cada vez mais perto chegava.

Enquanto pernas cansadas dessa louca caminhada, perto bem perto estava.

Ó louca caminhada, de caminhantes cansados, desafiantes do sol, que em águas doces banhavam-se, bebiam e refrescavam-se.

Ó louca caminhada, que o ponto de partida, longe, muito longe ficou.

Ó louca caminhada, que agora findavam.

Onde três caminhantes no ponto dos sorrisos chegavam.

Até o sol de tão tímido se escondeu.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

FILME EM CARTAZ: A vida programada por Maria Eduarda

Passei a minha vida tentando acertar. Tudo era tão planejado que, bastava uma pequena mudança que fugisse ao meu controle, para eu movimentar o mundo e fazer que tudo se encaixasse com o roteiro programado por mim. Se eu não conseguisse modificar, ficava extremamente frustrada.

Roteiro... era essa a palavra exata, fazia da minha vida um roteiro de um filme onde eu me achava a Diretora.

Ninguém sabia dirigir o roteiro da minha vida tão bem quanto eu. Não precisava ninguém me orientar, eu era tão segura do meu papel e do papel que os outros deveriam desempenhar no meu filme que, até os coadjuvantes com suas pequenas participações, não podiam cometer erros, se falhassem eram substituídos imediatamente. Afinal, ninguém podia prejudicar o roteiro do meu filme onde eu era a diretora e atriz principal.

Engraçado...eu era a Crítica também, principalmente, do filme dos outros.

-Se fosse comigo, isso não aconteceria. Se acontecer eu despeço atores, atrizes e etc. –falava toda orgulhosa!

Era assim que a minha Crítica interior e exterior funcionavam.

Na realidade, no meu modo de enxergar a vida, ninguém sabia fazer e dirigir um roteiro tão bem como eu. Os outros roteiros e filmes, qual seja, a vida dos outros, eram mal dirigidas, administradas e os Diretores tomavam sempre decisões erradas e soluções completamente diversas das que eu tomaria.

No meu filme, o homem era dirigido pela mulher. A mulher não era só o sexo forte, ela era forte, presente e determinada.

E qual o homem que pensaria em substituir ou mesmo utilizar outra mulher que não fosse Maria Eduarda?

No trabalho, ninguém era mais eficiente!

Na hora de raciocinar, Maria Eduarda era a primeira a dar sua opinião. Afinal, ela era muito inteligente e ninguém, ninguém teria uma solução para o problema melhor do que a solução que ela encontrou.

Ela se sentia a mais tudo!

Ocorre que, bastou um mínimo descuido...E, as cortinas se abriram e as máscaras caíram.

É... Maria Eduarda sabia de tudo, pena que ela não era um aparelho de Raio X, não tinha o poder de enxergar através da mente e do coração das pessoas. E, coração dos outros é terra que ninguém pisa. Pena que ela não tinha a máquina do tempo para prever o futuro. E, o futuro a Deus pertence.

Assim, quando as cortinas se abriram e as máscaras caíram, Maria Eduarda teve que mudar o nome do seu filme para:

“A navegadora sem bússola”

Ficou desorientada. Percebeu que não tinha o poder de programar toda a sua vida nos mínimos detalhes, sem que algo fugisse, involuntariamente, ao seu controle, pois o destino vai delineando sorrateiramente os rumos de nossas vidas sem que, muitas vezes, tenhamos qualquer possibilidade de interferir nos seus desígnios.

Mera ignorância acharmos que somos o senhor do nosso destino!

Mera ingenuidade acreditar que temos o poder de modificar o nosso destino!

E se eu fizer assim?

Se eu tivesse feito diferente as coisas teriam ocorrido de outra forma.

“Se”, não existe e nem existiria.

O momento que você já viveu e o que você está vivendo agora, são obras do destino, determinado por Deus, ou para quem não acredita em divindades: “obra do acaso”.

Seja lá como for, quem rege nossas vidas não somos nós. Podemos até tentar programar, mas nunca achar que temos o poder de mudar o curso de tudo o que nela vai ocorrer.

Este fenômeno que dá e toma, que ora nos oferece o riso e ora as lágrimas, que determina quem serão os atores, atrizes e coadjuvantes é o destino. É ele o Diretor e Roteirista do filme de nossas vidas. É o destino que escolhe que títulos e roteiros terão os filmes que serão lançados no cinema de nossas vidas.

O Destino subiu no palco e anunciou:

-O Oscar de melhor filme vai para.... Maria Eduarda! Com o filme:

“Senhor, dá-me forças para aceitar aquilo que eu não puder modificar”.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A NOIVA

O vestido ficou do jeitinho que ela tinha imaginado, todo em renda francesa, caiu como uma luva.Era a décima segunda vez que ela experimentava o vestido de noiva.

Cada vez que vestia ficava imaginando a entrada triunfal na igreja, as lágrimas escorrendo pelo rosto, os convidados comentando ao vê-la entrando:
- Olha a noiva! Está linda!
E ela caminhando lentamente na direção do altar onde o noivo a aguardava nervoso, suando.

Aos trinta e seis anos, embora tivesse tido diversos namorados, nunca tinha sido pedida em casamento, era a primeira vez.
Lentamente, essa palavra se repetia em sua mente.
Sonhara com este momento diversas vezes e agora o sonho estava preste a se realizar, por isso ia aproveitar cada segundo, caminhar o mais lentamente possível.

Prendeu o cabelo, fez a maquiagem.
-Bem suave, assim que eu quero, bem suave, leve.

Escolheu um batom cor de boca.
-Assim está ótimo!

Puxou alguns fios da franja, colocou a grinalda.
-De princesa, sempre imaginei assim, de princesa!

Colocou o véu, deu mais uma olhada no espelho.
Faltavam apenas quatorze dias.
-Esse tempo não passa! Parece que cada hora tem 360 minutos!

De repente, lembrou-se que havia marcado com a moça do cerimonial para acertarem os últimos detalhes da entrada na igreja.
Olhou o relógio.
-Nossa! Tenho que tirar tudo rápido, Irineu já deve estar chegando e o noivo não pode ver a noiva vestida!
A campainha tocou.
-Neeeu! Só um instante já tô indo!
Neu, era esse o apelido que dera ao noivo.

Despiu-se rapidamente, vestiu o jeans e a camiseta, enfiou o vestido de noiva e a grinalda na caixa e colou no guarda-roupa.
Correu, abriu a porta.
-Oi amor! Desculpa a demora eu estava no banheiro, só vou calçar as sandálias e já venho.
Irineu entrou e sentou-se no sofá.
-Amor! O alfaiate ligou para confirmar a prova do fraque!
Gritou ela do quarto enquanto calçava as sandálias.
-Neeu! Você ouviu o que eu falei?
-Ouvi!

Apareceu na sala.
-Vamos amor! Estou pronta.
-Tina, senta aí, precisamos conversar.

Nesse momento Tina se deu conta que Irineu desde que chegou estava muito calado.
-Aconteceu alguma coisa Neu?
-Tina, não vai ter mais casamento.
-Como não vai ter mais casamento?
Enquanto balbuciava estas palavras foi sentando no sofá para não desmaiar. Sentiu as pernas bambas, a boca seca, uma tonteira, mas tentou manter-se firme.
-Tina, eu pensei muito e cheguei a conclusão que eu não estou preparado para casar.
Como não estava preparado? Pensou ela.
Foram dois anos. Compraram apartamento, mobília, foram diversas vezes no apartamento para acompanhar a reforma, diversas vezes na casa de festas, na igreja, no alfaiate... Teve tempo de sobra para desistir e só agora, faltando quatorze dias ele descobre que não está preparado.
-Neu, você arrumou outra?
A voz quase não saia da garganta.
-Não! Não arrumei ninguém! Só não estou preparado para casar!
-Neu, faltam quatorze dias para o nosso casamento. Os compromissos, a correria pode ter deixado você cansado, estressado e você está confuso. Às vezes também me sinto cansada, mas isso é normal!
-Pára Tina! Eu não estou cansado e muito menos estressado, só não estou preparado para casar!
-Neu, vai para casa descansar, pensa bem, amanhã à noite você volta aqui e aí a gente conversa.
-Tina! Eu não preciso descansar! Já está decidido, não tem mais namoro, noivado, casamento... Acabou! Não dá mais!

Irineu levantou-se, saiu e bateu a porta.
Ela queria quebrar tudo! Avançar nele, socar até não poder mais. Contudo, estava anestesiada, sem forças para levantar do sofá.
-Não pode ser verdade!
Chorava.
-Não pode ser verdade!
Desta vez gritou tão alto que o seu gato saiu miando assustado.

Não conseguiu dormir, chorou a noite inteira ali, naquele mesmo sofá que havia sentado quando recebeu a notícia.
O dia amanheceu. Precisava levantar para ir trabalhar, mas não tinha forças, nem ânimo para levantar do sofá.
-Eu não vou falar nada pra ninguém, o Neu deve estar confuso. Vou esperar mais uns cinco dias e, se ele realmente não voltar eu comunico a todos que não vai ter mais casamento.

Aqueles malfadados cinco dias foram uma verdadeira tortura.
A campainha tocava, ela corria para abrir a porta.
O porteiro:
-mais presentes Dona Tina!
-Tá bom Moisés, coloca ali naquele canto.

Toda noite ela ligava para casa de Irineu e durante o dia para o celular; caia na secretária eletrônica. Deixou diversos recados em vão.
-Tina! Tina!
-Oi!
Respondeu Tina meio aérea.
-Estou te chamando faz tempo e você parece surda vendo essa novela!
-Olha! O vestido da noiva da novela é igualzinho ao seu!
Exclamou Lucia amiga de Tina.
-Desculpa Tina! Eu não tive a intenção de fazer você relembrar o passado.
-Esquece Lucia! Já faz tanto tempo, quase três anos, eu já nem sinto mais nada. Porém, não posso negar que o vestido da noiva me transportou até o passado.
-Tina, você ainda pensa em casar de véu e grinalda?
- Sabe Lucia, quando tudo aconteceu parecia que eu tinha recebido uma punhalada pelas costas que atravessou o coração. Era tanta dor, tanta dor que eu pensei que ia morrer. As lembranças de coisas ruins são como cortes que deixam cicatrizes profundas. O corte cura, mas a cicatriz fica e, toda vez que você olha para cicatriz lembra de como foi o corte e a dor que você sentiu na época. Hoje vejo que tudo na vida passa. Não a mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe. A gente nunca sabe o que nos reserva o futuro!O que tiver que ser será!

-Você não respondeu diretamente a pergunta.
Insistiu Lucia.
- A resposta é sim, casaria de noiva com véu e grinalda. Na máquina da vida a esperança e o sonho são óleos que lubrificam a engrenagem. Se você deixar de sonhar e não tiver esperança a máquina enferruja e para. Acreditar que a vida ainda tem algo de bom para nos oferecer, nos dá motivação para viver.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Meu cão, meu cachorro, meu amor


Meu cachorro, meu cão. Sempre tive dificuldade de usar estas expressões para falar do Tommy. Ele sempre foi tão humano, mais humano do que a maioria dos humanos que conheci. Entendia tudo que eu falava. E, olha que eu falava com ele usando os mesmos termos das conversas com os humanos.
Era extremamente inteligente!

-Mo linnndooooo!

-E imediatamente, lá estava ele perto de mim.

As cinco da manhã arranhava a porta do meu quarto para acordar o meu esposo.

Hora do passeio matinal! Era uma festa! Pulava, rodava, chorava bem baixinho de alegria:

-huum..huuum...huumm...

À tarde, batia com a pata no nosso joelho, vinha pedir para leva-lo para passear.

Passear, era o que ele mais gostava, por ele, passaria a vida passeando. Se estivesse chovendo, nem arranhava a porta, sabia que com chuva não tinha passeio.

Quando eu me deitava no sofá, lá estava ele ao meu lado para receber carinho. Eu ficava coçando o seu peito, quando eu parava e cruzava os braços, ele enfiava o focinho por debaixo do meu braço, descruzava o meu braço para eu fazer mais carinho e, eu começava tudo de novo.

-Agora chega lindo...depois a mãe faz mais...

Às vezes aceitava, às vezes insistia.

Tudo pedia com a pata.

Veio para nossa casa com dois meses.

Eu sempre dizia brincando para os amigos que freqüentavam nossa casa:

-A casa é do Tommy, nós vivemos de favor!

Dois anos depois chegou o Boris, um labrador.

Boris tinha apenas um mês e meio quando veio para nossa casa e, eu confesso que fiquei muito preocupada que o Tommy não aceitasse o novo morador. Que nada! Primeiro fugia do Boris que queria brincar o tempo todo, por fim, passou a cuidar do Boris como se fosse seu filho.

Um dia Tommy cruzou com uma cadela chamada Nikita, da mesma raça que ele, qual seja, Pastor Canadense.

Nikita foi uma paixão fulminante, tão fulminante que, uma semana depois de cruzar com a Nikita tentou fugir de casa, de madrugada, para ir atrás do seu grande amor. Quando percebi a ausência dele e vi o portão quebrado, saí feito uma louca gritando o nome dele. Consegui encontra-lo indo a caminho de uma avenida perigosa na direção da casa de Nikita.

Gritei:

-Mo lindooooooooo!

Ele retornou e veio correndo na minha direção. Chegou perto de mim, sentou, abaixou a cabeça. Ele sabia que tinha agido errado. Eu abaixei, levantei o rosto dele com as mãos, olhei nos olhos dele e falei:

-Mo lindo, não faz isso com a mãe, se você fugir a mamãe vai ficar muito triste, a mãe não sabe viver sem você.

Ele ouviu e seguimos para casa. Nunca mais tentou fugir, mesmo quando alguém esquecia o portão aberto.

Se eu viajasse, quando eu voltava, me recebia com aquele chorinho peculiar: huumm...hummm...huumm... depois, só de raiva por eu tê-lo abandonado, fazia xixi na cadeira que eu sentava na cozinha.

-Tommyiiiiiii!

Ele aparecia com a cara desconfiada.

-Foi você que fez xixi aqui?

Me olhava, disfarçava, saia de fininho.

Se me visse triste, olhava dentro dos meus olhos fixamente, como se dissesse:

-O que eu posso fazer para te ajudar, para te ver feliz?

Sempre tive dificuldade de dizer “eu te amo”, acho uma expressão tão forte que só deve ser dita quando realmente se ama alguém. Mas, para ele, o meu “eu te amo”, era verdadeiro, profundo.

Eu dificilmente o chamava de Tommy. Só o chamava assim quando ia dar bronca por ele ter feito algo de errado, do contrário, o chamava por apelidos carinhosos que eu criei:

-Mo linnndooooo!

-Mo brancoooo!

-Mo ursooooo!

E, ele conhecia tão bem os apelidos que eu o chamava, que atendia a todos!

Às vezes eu me deitava no chão, olhava nos olhos dele e ficava fazendo declarações.

A meia-noite e meio do dia 20/01/09, eu me deitei no chão de frente para ele e olhando dentro dos olhos dele, fiz mais uma vez, das milhares de vezes, minha declaração de amor a ele:

-Mo lindo! Mo branco! Mo urso! Mo porfo (meu perfume)!O magi (mais) lindo de todos! A mãe te ama muito! Você é o ser mais importante da minha vida!

FOI A ÚLTIMA DECLARAÇÃO DE AMOR!

Por volta das 7:00 da manhã deste mesmo dia:

O meu Tommy!

O mo (meu) lindo!

O mo branco!

O mo Urso!

O magi (mais) lindo de todos!

O tudo da mãezinha!

Se foi, vítima de uma doença transmitida pelo carrapato que lhe causou anemia profunda. E, embora ele estivesse em tratamento. Foi fatal!

Procuro ele pela casa, chamo e ninguém aparece.....
Como eu estou?

-Em frangalhos!

- Por favor, recolham os meus cacos!

-Digam que não é verdade! Que tudo não passou de um pesadelo e que eu vou acordar e vai estar tudo bem!

-Mintam para mim! Pois sem ele, tudo perdeu a graça!

-Tommyiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

-Mo linnnnnnnndooooooooooooooooooooooooooo!
...................................................

Conselho:

Dê muito carinho ao seu cachorro.

Realmente, ele é o melhor amigo do homem.

Hoje, 03/05/09, o que preenche o meu coração e diminui a dor da perda é lembrar que:

Nunca dei uma palmada nele;

Fiz carinho todas as vezes que ele solicitou e mesmo quando ele não solicitava;

Fiquei ao lado dele todas as vezes que ele esteve doente;

Ficava abraçada com ele quando ele tinha que tomar injeção (vacinas);

Nas minhas horas de folga chamava ele para ficar ao meu lado;

Todas as noites antes de me deitar, fazia carinho nele;

Nunca perdi a paciência com ele, mesmo quando tinha que chamar a atenção por ele ter feito algo errado.

Você que tem o seu amigão aí ao do seu lado, cuide muito bem dele, para que mais tarde, as boas lembranças sejam teu oásis no deserto da saudade.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

ENGOLINDO SAPOS



Olhou através do vidro da janela, lá fora era noite e a chuva caia sem parar, não podia mais continuar ali. Vestiu um agasalho, pegou o guarda-chuva, a bolsa e saiu andando pela rua. A chuva era de vento e o guarda-chuva de pouco adiantava, a água da chuva batia em seu rosto e misturava-se as lágrimas que ela limpava tentando esconder. Parou debaixo de uma marquise para esperar a chuva estiar. Ficou ali em pé olhando a água que escorria para o ralo da rua se perguntando:

-Onde foi que eu errei?

Não era feliz!

Passou a vida engolindo sapos para não se aborrecer.

-Melhor ficar quieta sabe... se eu falar vou criar polêmica, a polêmica vai se transformar em briga, discussão. Não vale a pena! A palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro!

Agora, estava sofrendo as conseqüências do seu silêncio.

A chuva diminuiu. Saiu andando pela calçada e à medida que caminhava passava em frente a restaurantes.

Entrou num café, o ambiente era agradável, poucas pessoas, sentou perto da janela. Lá fora a chuva começou de novo, agora mais forte.

Parou de trabalhar para criar os filhos.

-Pode sim, a mamãe não sabe nada!

Era essa a frase que ouvia toda vez que chamava a atenção das crianças e o pai estava por perto. E, para não criar confusão, saia de perto.

Ele estava sempre tão mal humorado que quando ele saia para trabalhar era um alívio para ela.

Por que não fez nada para mudar essa situação?

Pegou o guardanapo, disfarçou, secou os olhos.

Pediu um chocolate quente.

-Não enche mãe, você é muito estressada!

-Menina! me respeita! Isso é jeito de falar com sua mãe?

-Vem cá com papai, sua mãe tá estressada!

Pensou ela:

Esse foi um dos motivos que fez com que as coisas chegassem ao ponto que chegaram.

Ele sempre tirava a autoridade dela.

Os filhos cresceram e nada mudou. Nem o marido, nem os filhos tinham respeito por ela, essa era a verdade crua e fria.

E agora?

A idade já não lhe dava muitas opções, não tinha meios para se sustentar, não tinha para onde ir.

Ficou pensando em diversas possibilidades, mas acabava descartando porque todas exigiam que ela tivesse, pelo menos, alguma economia e isso ela não tinha.

Chamou o garçom, pagou a conta e saiu andando na chuva.

Parou para atravessar a rua e ficou ali, parada, olhando pro nada, pensando...

O erro foi meu, eu errei quando me calei, errei quando deixei que invadissem o meu espaço, errei quando não coloquei limites...

O som de uma buzina a fez voltar para a realidade.

Atravessou a rua, abriu a porta. Ninguém havia notado a sua ausência.

Tomou um banho, foi deitar.

Como não tinha escolha, voltou para engolir sapos!

Vale citar:

No caminho com Maiakovski

"[...]

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PORTA ABERTA, ENTRA 2009!

Ele:

-Oi, vim me despedir, mas antes de passar naquela porta, gostaria de saber se eu fiz alguma mudança na sua vida?

Ela:

-Modificação? Bem...responder rápido assim é meio complicado...mas vamos lá:

-No âmbito financeiro, precisei invocar São Judas Tadeu, não fosse ele, eu não sei o que seria de mim!

-No âmbito da saúde, não tenho muito o que reclamar...algumas gripes, um desconforto na coluna...mas tudo bem!

-No plano emocional...Ah! esse apresentou mudanças consideráveis, graças ao curso de meditação que fiz. Estou mais Zen!

Ele:

-Você acredita que quando o Velho sai e o Novo entra, alguma coisa muda?

Ela:

-Olha, você não vai acreditar...não tinha ceia, não comprei roupa, calçado.Nada!

Ele:

-Nada?

Ela:

-Nada!...por volta das oito da noite, me deu uma paura! Corri no guarda-roupa..lembrei de uma blusa branca que eu tinha comprado no ano retrasado, uma saia branca que eu tinha comprado no ano passado, as duas novinhas, peguei uma sandália que ganhei de Natal. E, lá estava eu, prontinha, fazendo a lista das coisas que não realizei e das que eu queria realizar.

É...o papo tá muito bom, mas...é hora de você ir embora, já são quase meia-noite e eu estou ansiosa olhando para aquela nova porta que vai se abrir.

Ele:

-Tá bom! tá bom! Não precisa me expulsar! Afinal de contas, eu não fui tão mau assim...Tchau!

Ela:

-Tchau! Ano Velho! Que entre o Ano Novo e com ele todas as esperanças que nos estimula a seguir em frente!

Porta aberta...entra 2009! Feliz Ano Novo!

domingo, 28 de dezembro de 2008

A MORTE DO EGO

Vitória era uma mulher de 1,70 m, cabelos lisos e vastos cor de mel com luzes douradas, olhos amarelo-esverdeados, pele sempre bronzeada mesmo sem tomar sol, esguia, corpo escultural, dentes perfeitos e brancos.

Vitória era linda, não tinha defeitos, tom de voz baixo e firme, extremo bom gosto para se vestir, por onde passava deixava um perfume que todas as mulheres queriam descobrir o nome do perfume. Em que loja ela comprou aquela calça e aquela blusa que ficou tão bem nela. E o sapato, que sapato! combinava tão perfeitamente com a roupa que ela vestia.

Vitória era bem sucedida, se formou muito cedo, era muito inteligente, além da média, tipo QI altíssimo.

Começou a trabalhar numa multinacional que lhe pagava um salário astronômico, comprou um apartamento deslumbrante na beira da praia. A decoração feita por ela, era perfeita. Isso sem falar na casa de campo, linda! Indescritível. Há! o carro, que carrão!

Vitória tinha tantos amigos! Todos amigos e amigas de verdade, para o que desse e viesse.

Namorados? Eram tantos os homens que caiam aos seus pés, que ela podia escolher.

Apaixonou-se diversas vezes, mas a paixão logo passava e ela descartava. Nunca quis casar, era independente de mais para isso. Dizia que não casava porque a rotina, mais dia menos dia, acabava com o amor, com o encantamento, e acrescentava:

-O homem desde a idade da pedra é caçador, depois que abate a presa e come, sai para caçar novamente. Se a presa caçada é o seu prato preferido, fica comendo aquela carne até enjoar, mas basta enjoar para sair em busca de nova presa. Alguns homens, como são muito comodistas, caçam por puro hobby, ou seja, só saem para caçar às vezes, mas isso não os impede de ficar mirando a nova presa à distância esperando o momento certo para atacar”.

Para Vitória não existiam problemas, somente soluções.

Todas as mulheres invejavam Vitória, queriam ser como ela, sempre segura de si, quando falava todos ouviam, não se intimidava com nada, mesmo quando ia dar um conselho ou uma bronca, a voz era baixa e firme.

Nunca recebeu crítica, porque sempre fazia tudo certo, ou se não era certo, tinha um poder de convencimento tão grande, que todos concordavam com o que ela ditava.

Vitória quis ter uma filha e teve. O pai, ninguém sabia quem era, nem mesmo o próprio pai ficou sabendo que a filha era dele. Quando perguntei para Vitória o por que dela ter agido assim; me respondeu que queria educar a filha sozinha. Segundo ela, filho educado por pai e mãe dificilmente tem cabeça boa, se a mãe diz não, o pai diz sim e vice-versa, no final quando alguma coisa sai errado, o pai culpa a mãe, a mãe culpa o pai e o filho culpa os dois.

A filha de Vitória era a cópia fiel da mãe, em tudo, aparência, personalidade e, como era de se esperar, adorava a mãe e nutria um respeito imenso por ela.

Mesmo depois de velha, Vitória continuou a mesma: bonita, glamourosa.
Nunca teve decepções ou problemas, graças a sua personalidade e postura.

Às vezes eu me pergunto:

-Será que nesse mundo já existiu alguma Vitória?

Quantas vezes nos deparamos com mulheres ou homens que aos nossos olhos são verdadeiros Vitórios ou Vitórias?

Será que esses Vitórios e Vitórias quando escapam ao nosso olhar continuam tão perfeitos como os vemos?

Será que os Vitórios e Vitórias não passam de homens e mulheres que queríamos ser, mas que por diversos motivos, não conseguimos chegar nem perto da personalidade e encantamento de um Vitório ou de uma Vitória.

Será que acabamos ouvindo e absorvendo aquilo que não deveríamos ter assimilado e dado ouvidos?

-Como você teve coragem de fazer isso?

-Porque você fez isso?

-Devia ter usado mais o coração.

-Devia ter usado mais a razão.

-Da próxima vez, faça assim.

-Você é um zero a esquerda.

-Você é muito baixa.

-Você é muito alta, desajeitada.

-Você está muito magra, precisa parar de fazer regime.

-Você está muito gorda, precisa fazer regime.

-Nossa! tá cheia de celulite.

-Você é muito mole, aceita tudo.

-Você é muito dura, não sabe ceder.

-Você é muito pessimista, não confia em nada.

-Você é muito otimista, confia demais.

-Você é muito boba, comigo é diferente.

-Você tá ficando velha, tá cheia de rugas.
-Você é muito burra não tem competência para aquele trabalho
-Você é o retrato do fracasso!

Será que a vida aos poucos foi nos sufocando, reprimindo e os próprios pais, esposas, maridos, parentes e amigos com suas críticas foram, aos poucos, causando a morte do ego e matando os Vitórios e Vitórias que existiam dentro de nós?

Será que nós mesmos, por termos dado ouvidos aos outros, destruímos o Vitório ou a Vitória que nasceu conosco?


VALE CONTAR:
Ia acontecer uma corrida na floresta, estavam inscritos para corrida: sapos, coelhos, tartarugas e etc.

Chegou a hora da corrida, foi dada a partida.
À medida que os concorrentes iam passando o público gritava:

-Esse coelho está atrasado, o outro já passou por aqui há uns quinze minutos!
E, após ouvir isso, o coelho atrasado, desistiu da corrida. E o público continuava:

-Esse sapo não vai chegar nunca, pula muito baixo, o outro que passou aqui pulava tão alto que quase alcançava o céu.
E, após ouvir isso, o sapo desistiu da corrida.

E o público continuava:

-Há, há, há, há! Onde essa tartaruga pensa que vai chegar, a maioria dos animais já passou por aqui há mais de meia hora!

E lá ia a tartaruga correndo, dando o máximo de si.

Em resumo, todos que por lá passaram foram desistindo após ouvir o comentário do público. Apenas a tartaruga, apesar dos comentários maldosos e do seu passo curtinho, dando o máximo que podia de si, chegou na reta final.

O comentarista da corrida curiosíssimo foi entrevistar a tartaruga para saber como ela conseguiu ganhar a corrida.

Comentarista:

-Senhora tartaruga poderia nos responder o que fez a senhora ganhar a corrida?

Tartaruga:

-O quê?

Comentarista, mais uma vez:

-Senhora tartaruga poderia nos responder o que fez a senhora ganhar a corrida?

Tartaruga:

- O queeê?

O Comentarista após repetir a mesma pergunta diversas vezes, desistiu. Ficou sabendo que a tartaruga era surda.

Moral da história:

“Quem ouve e segue tudo o que o povo diz, nunca vai ser feliz, não chega a lugar nenhum.”

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A CASA DOS SENTIMENTOS

Eu nem sabia que ela existia, ela convivia comigo o tempo todo, cresci com ela, onde quer que eu fosse ela estava sempre na minha frente, falava por mim, decidia por mim, a companhia dela me fazia bem e eu nem percebia a presença dela, ela era tão natural que já fazia parte de mim.
Foi ela que ensinou a me vestir, a cuidar de mim, a falar com firmeza, a andar com segurança, a me impor, estava sempre presente quando eu ia tomar decisões e, quando eu me olhava no espelho era ela quem me avaliava, a presença dela era tão forte em mim, mesmo sem eu perceber a presença dela, todos me admiravam e respeitavam por causa dela.
Era ela que guiava meus sentimentos, dependendo de como ela agia, eu podia me sentir muito bem ou muito mal. Ela era tão forte e tão poderosa, que muito raramente, mais muito raramente, eu me lembro dela ter feito eu me sentir mal.
Um dia ela foi agredida por duas pessoas, deram tanta paulada nela, mais tanta paulada, que ela foi internada em estado grave, gravíssimo. Foi para o CTI, pensei que ela ia morrer, fique arrasada!. Nunca havia notado sua presença, mais foi com a ausência dela que descobri que ela existia e esteve o tempo todo comigo
A ausência dela acabou comigo! Ninguém mais me respeitava ou admirava, eu já nem ligava mais para me arrumar, não tinha vontade de fazer mais nada. Nunca pensei que ela fosse tão importante na minha vida.
Saiu do CTI, ainda estava muito mal, mais já conseguia murmurar algumas palavras.
O médico chegou fazendo perguntas:
-Do que você se alimenta?
Ela respondeu:
-Eu não me alimento
E apontando para mim, continuou:
-Eu alimento “a minha protegida”;
o médico retrucou, apontando para mim também:
-Alimenta ela? Ela é sua protegida?
Ela respondeu:
-Sim, ela é “minha protegida”, alimento ela desde a hora que ela acorda até a hora que ela vai dormir. Todos, até você Doutor, tem alguém igual ou parecida comigo a sua frente, umas se sobressaem mais outras menos, algumas são muito fracas. Eu sempre fui muito forte para minha protegida e sempre a alimentei muito bem.
O médico murmurou:
-Não estou entendendo nada!
Ela então continuou:
-A vida inteira alimentei “minha protegida” com elogios, alegrias, segurança, confiança e tudo o que tinha de melhor nesse mundo. Se eu não me curar, “a minha protegida” vai ficar muito mal. Se eu ficar com seqüelas, nunca mais ela será a mesma!
Já impaciente o médico perguntou:
-Qual é o seu nome?
Ela respondeu:
-AUTO-ESTIMA

Algum tempo depois ela deixou o hospital, foi se recuperando. Estou tentando levantar ela, mais às pauladas deixaram algumas cicatrizes e muitas seqüelas. Ela já não é tão forte como dantes, não tem tanta segurança e passou a desconfiar de tudo e de todos e, como agravante, passou a não querer aparecer muito, porque tem cisma com as cicatrizes que ficaram.
Ainda não perdi a esperança de que um dia ela vai ficar totalmente curada. Fiquei sabendo por outras pessoas que também tiveram problemas com sua auto-estima, que basta alimenta-la com seus pratos preferidos que ela fica totalmente curada e, se entre seus pratos prediletos estiver o dinheiro, ela faz uma plástica e até as cicatrizes desaparecem.

Um dia alguém tocou a campainha, abri a porta. Assim que abri a porta, ela foi entrando e falando:
-Onde está a auto-estima? Ela melhorou?
Respondi que estava se convalescendo.
-Por que você não me chamou quando ela estava ferida?
Indagou-me a visitante.
-Eu não te conheço, como eu podia te chamar?
-Se você não me conhece, não sabe o que está perdendo. Eu posso curar a auto-estima e posso mudar sua vida.
-Há, já sei quem você é, você é a esperança!
A visitante então me respondeu:
-Não posso negar que se você tiver a visita da esperança, ela vai dar uma melhorada na auto-estima, mais não vai cura-la. Se você abrir a porta para esperança, ela vai te ajudar, mas não será a solução para seus problemas. A esperança sem mim, acaba morrendo.
Aonde eu chego, trago força, curo doentes, acabo com a depressão. Você, a auto-estima, a esperança e os outros sentimentos sem mim, acabam perecendo. Se você me tiver, não terá medo de nada, enfrentará todos os problemas com tranqüilidade.
-Nossa! Então entra, cura a minha auto-estima, me traz de volta a força e a esperança porque elas se foram já faz tempo!
-Você é Deus? Indaguei a visitante.
Ela me respondeu:
-Não, eu não sou Deus. Sou o caminho que leva a Deus.
-Quem é você?
-Eu sou a FÉ.
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